29.5.07

Linha da vida

Mãos nuas ... sem adornos, sem acessórios, assim... cruas.

Mãos abertas... indefesas, sem estratégias.

Mãos sinceras, mãos estendidas, mãos lavadas, limpas, puras...

Assim despidas, assim abertas, assim nuas...

São as minhas... ao encontro das tuas.

banda sonora: In the palm of your hand - Allison Krauss

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Frida - "What will they say of such a pair?"
Diego - "That they have never seen a better match!"


26.5.07

24.5.07


"Quando voltas?"



Voltar, agora, é recuar... é andar para trás.

É virar as costas. É baixar os braços. É baixar a cabeça.

É perder o comboio, a corrida, a batalha...

Voltar, agora, é recusar o prémio... é negar a própria vida.

Perguntem-me antes:

"Quando te vejo?"


E responderei:

"Daqui a pouco...

Daqui a quase nada..."




19.5.07

16.5.07

Posse

“Never may an act of possession be exercised upon a free being; the exclusive possession of a woman is no less unjust than the possession of slaves; all men are born free, all have equal rights: never should we lose sight of those principles; according to which never may there be granted to one sex the legitimate right to lay monopolizing hands upon the other, and never may one of the sexes, or classes, arbitrarily possess the other.”

Marquis de Sade


7.5.07

"Gostas de verdes?"

Foto de Hugo Cardoso

Sorri, sem responder.

A pergunta parecia-me despropositada, vinda do nada directamente para o silêncio.
Cuspida de uma sonolência, a que se teima resistir.
Ejaculada de um estado quase para-normal,
próprio de uma espécie de embriaguez justa, de quem já quase não sabe dormir.
Na altura, não me pareceu importante.
Calei a resposta.
De repente, ela faz todo o sentido.
Gosto. Gosto sim.
De todos eles.
Dos verdes claros, dos verdes escuros.
Dos garrafa, dos secos, dos bandeira.
Dos verde-limão, dos azeitona, dos verde-água.
Hoje, mais do que nunca.
Gosto, principalmente, dos meus.
E muito, muito dos teus...

5.5.07

O verbo no infinito


Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver; ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius De Moraes

Banda sonora: Glimmer - Aqualung

4.5.07

Leveza


Sensação incrível esta.

Tinha-me esquecido.

Estou de partida. Para ali.

Ao encontro de amigas asssim,

desta beleza...

... e de mim.

Estou a chegar linda.

Wish me well, everyone...



P.S. A verde... de esperança!