Passou um mês.
Mas não foram essas as contas que o meu coração fez.
Disseram-me para continuar e assim tento fazer.
Estou bem. Quase serena.
Vou, obviamente, sobreviver.
Só não gosto de pensar. Não gosto do que me vem lembrar.
Que um dia, no Natal, eu não precisei mais de lhe cantar.
Prefiro esquecer.
E ficar, quase serena, nesta sala de espera.
Como se tivesse emigrado.
Como se nunca lhe tivesse cantado.
Como se o dia desse Natal nunca tivesse chegado.
Porque "imortal" é o que devia ser.
Não o imortal banal
O que se diz em poesia.
Não! O imortal literal.
Sim. Literal! Como nas contas que o meu coração fazia.
Mas não foram essas as contas que o meu coração fez.
Disseram-me para continuar e assim tento fazer.
Estou bem. Quase serena.
Vou, obviamente, sobreviver.
Só não gosto de pensar. Não gosto do que me vem lembrar.
Que um dia, no Natal, eu não precisei mais de lhe cantar.
Prefiro esquecer.
E ficar, quase serena, nesta sala de espera.
Como se tivesse emigrado.
Como se nunca lhe tivesse cantado.
Como se o dia desse Natal nunca tivesse chegado.
Porque "imortal" é o que devia ser.
Não o imortal banal
O que se diz em poesia.
Não! O imortal literal.
Sim. Literal! Como nas contas que o meu coração fazia.
Mas, sim. Vou continuar.
Tenho roupa para lavar.
E o Mondego para recordar.
Como nas contas que o meu coração aprende agora a contar.


