28.11.07

TINTAS


Não é a tua pele,
Nem o que ela faz na minha.
Não é o teu calor,
Nem o frio na minha espinha.
Não são as tuas mãos,
Nem a tua voz rouca,
Nem o mar dos teus olhos
Que seca a minha boca.
É a tua luz que apaga o meu negrume.
É o teu cheiro que perfuma o meu estrume.
É a tua força que enfraquece o meu medo.
E o teu crer que reza o meu credo.
És tu, sem traço e sem tintas
E tudo o que vês e em mim pintas!


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