
Mata de mentiras ou mata de erros.
Mata-me de lapsos, enganos e venenos.
Mata de desculpas com boas intenções.
Mata-me de culpas cheias de omissões.
Mata-me com cordas, facadas e ferros
Mas mata com golpes certeiros, ao menos.
Mata-me na forca ou na guilhotina
Mata-me de fome ou de dor sem morfina.
Mata o que resta do chão nos meus pés
Mas acaba-me já,
mata-me de uma vez!
2 comentários:
Não me mates já!
Deixa-me chão para os nossos pés,
Deixa-me migalhas e soro,
Desaperta-me o sufoco
e lambe-me as feridas das nossas marés.
Não me mates já,
Que ainda não quero morrer.
Não me mates já que eu também não te quero matar,
Porque ainda há tempo para sarar,
Mas é sempre tempo de viver.
Tas tão mórbida!!
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