
Caramba, pai, ninguém aguenta...
Ver-te assim, com ar de cinquenta,
a gozar com quem se senta
à sombra de uma vida cinzenta.
Chiça, pai, fico até ciumenta
da tua postura pachorrenta
da paz que o teu sorriso ostenta
depois de missão tão violenta.
Sabes, pai, leio como uma sebenta
toda a tua vida, desde a placenta.
E em cada lição que sorvo, sedenta
a mulher em mim cresce, opulenta.
Desculpa, pai, se pareço embirrenta
ou se às vezes grito e sou barulhenta.
Mas é que ainda nem tenho quarenta
E já o meu ritmo se impacienta.
Mostra-me lá essa tua ementa
Ensina-me o teu sal e pimenta
Dá-me de herança a tua água benta
Que quero chegar assim aos 70!!!
Ver-te assim, com ar de cinquenta,
a gozar com quem se senta
à sombra de uma vida cinzenta.
Chiça, pai, fico até ciumenta
da tua postura pachorrenta
da paz que o teu sorriso ostenta
depois de missão tão violenta.
Sabes, pai, leio como uma sebenta
toda a tua vida, desde a placenta.
E em cada lição que sorvo, sedenta
a mulher em mim cresce, opulenta.
Desculpa, pai, se pareço embirrenta
ou se às vezes grito e sou barulhenta.
Mas é que ainda nem tenho quarenta
E já o meu ritmo se impacienta.
Mostra-me lá essa tua ementa
Ensina-me o teu sal e pimenta
Dá-me de herança a tua água benta
Que quero chegar assim aos 70!!!
2 comentários:
Irmã, estou sem palavras. Mas é que sem palavras... Isto está para lá de inspirado.
:-) obrigada irmão!
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