É uma pena,
quando o espírito afinal não serena,
quando a ferida afinal tem gangrena,
e a pureza afinal é obscena.
É uma pena.
quando o lar afinal é uma arena
e o inocente afinal se condena
ou quando a cura entra em quarentena
porque o antídoto afinal envenena.
É uma pena.
( Não é? )

3 comentários:
É uma pena!
Dá-me uma pena que não deveria merecer pena não haver justiça nas arenas e, como em todas elas, não haver antídotos para a batalha onde o mais forte é que impera até que esta acabe, ou um polegar para cima se afirme, deixando quem a habita ao abandono da luta.
Terá uma arena inocência condenável?
Ou apenas guerreiros sem alma, feridos de morte, à espera da morte, saudando a morte mas sem conseguir morrer?
Ainda assim, por tudo, por todos, para mim, não deixa de ser uma pena...
É uma pena... Mesmo!
É
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