
Não sei o que faz as pessoas olharem para trás.
Nunca percebi porque querem voltar sempre ali,
a um passado que deixa o presente enganado
e a uma vida que sabe a fruta apodrecida.
Talvez seja eu que não goste do que aconteceu
nem de recordar o que me custava mastigar.
Prefiro esquecer que um dia fui menos mulher
E viver assim, estes dias com sabor a mim.
Não faço ideia,
do que é ser livre numa cadeia,
como se abraça o que se receia
ou como se come a última ceia.
Por isso, não sei,
se te perdi ou se te cansei
se nunca te vi ou se te esgotei
se és vassalo, em vez de rei.
Mas sofro ao ver-te
tão fraco, banal e inerte.
Prefiro banir-te
Prefiro cuspir-te
Prefiro morrer-te
1 comentário:
Linda, creio que... o Passado apenas pertence a cada pessoa singular e que não se deve partilhá-lo, nem dá-lo, nem desventrá-lo... a ver se se esfuma com a ajuda dos interessados ouvintes. Cala-o. No dia que o fizeres, vais ver que não precisas de morrer ninguém.
Druska
Aquele abraço
Enviar um comentário