E no fim, ficou um vazio.
Uma espécie de sótão vazio, onde antes havia um palco de luz
Uma espécie de buraco escuro, onde antes havia um fosso de orquestra.
Um par de mãos nuas, onde antes havia uma roda de mãos-dadas.
E fico assim: uma espécie de avó.
De bengala.
Encostada à porta da saudade.
À espera dos netos que um dia cresceram e se esqueceram de a visitar.
É uma espécie de luto, este dia hoje...

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