
Por trás de um veludo de sangue
E antes que a voz se zangue
Espreita um metro e meio bilingue
E cada nota que o distingue
Enfrenta o público a medo
Cada passo pisa um segredo
Que só vê quem está mesmo atento
E merece cada momento
Avança de mãos na cintura
Cresce metros e metros de altura
E a estatura, insignificante
Faz-se grande, enorme, gigante.
Bem lá dentro da canção que canta,
Há uma voz para além da garganta:
Um grito que quase atraiçoa,
Aflito na alma que ecoa.
Um pardal que levanta e voa
E embora pequeno apregoa:
à conquista do Oeste, Lisboa!
2 comentários:
lindo! um poema merecido :-)
:) quem canta assim não é gago!!! beijo
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