10.6.09

LISBOA CANTAT




Por trás de um veludo de sangue

E antes que a voz se zangue

Espreita um metro e meio bilingue

E cada nota que o distingue


Enfrenta o público a medo

Cada passo pisa um segredo

Que só vê quem está mesmo atento

E merece cada momento


Avança de mãos na cintura

Cresce metros e metros de altura

E a estatura, insignificante

Faz-se grande, enorme, gigante.


Bem lá dentro da canção que canta,

Há uma voz para além da garganta:

Um grito que quase atraiçoa,

Aflito na alma que ecoa.


Um pardal que levanta e voa

E embora pequeno apregoa:

à conquista do Oeste, Lisboa!

2 comentários:

pe disse...

lindo! um poema merecido :-)

raquel disse...

:) quem canta assim não é gago!!! beijo