No tempo das tranças, o horizonte era ali. No muro do quintal, onde, encostadas, as bicicletas descansavam da lama. Ou no largo da rua, onde o país acabava e se jogava às escondidas. Às vezes, no tempo das tranças, o horizonte era o domingo no rio. Ou o Verão, onde, de madrugada, se arrastava um carro abarrotado de amor, rumo ao Sul. No tempo das tranças, o futuro era o fim-de-semana, o Natal, o dia de anos... O futuro era ... uma espécie de prenda. No tempo das tranças, eu nunca cortava o cabelo. E fazia tranças...

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