Não te admito esse teu “não tenho tempo agora”.
Como se o meu
tempo de ti fosse adiado pela vida fora.
Não te admito o “já te ligo”, o “não
vês que agora não posso?”,
quando o meu viver todo transpira só o que é nosso.
Não te admito o ar enfadado, o fastio, o olhar virado.
Se o teu direito e o teu
esquerdo são o meu único lado.
São meus os teus momentos também.
São meus,
talvez teus, mas de mais ninguém.
Não te admito outros bafos que não cheirem a
nós.
Bafos vazios, bafos estéreis que nunca chegarão a ser voz.
Não te admito,
jamais vou admitir.
Que te “esconses” para lá de mim.
Como raiz a querer fugir…
Como um “era uma vez” a querer ser “Fim”.

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