4.10.15
REFÚGIOS
Eu não quero saber de onde vêm, de onde são...
Se um dia me vão matar em nome do Islão.
Não me interessa se me pesam, nem aquilo que eles rezam...
Se são mil, se são dois, se são muitos, vários milhões.
Quero lá saber daquilo que eles gostam que é diferente de mim!
Ou se apostam a alma para verem o meu fim!
Eu não estou interessada no que eles são de tão "estranho",
E estou-me nas tintas para o número, a cor e o tamanho.
Só percebo o desespero que lhes vinca o rosto.
Só sei que as minhas lágrimas têm exactamente o mesmo gosto.
E vejo feridas que abrem de fora para dentro...
Peles caídas, furadas e esquecidas em tons de cinzento.
Dentes de leite manchados do "Nada" para sempre
E gritos desdentados de ajuda ausente.
Não! Eu não quero saber o que vai chegar numa outra aurora
Porque eles correm, eles fogem, eles morrem é agora!
E tenho vergonha de ti que tens medo do teu Futuro.
Como se ser Ser Humano fosse uma espécie de seguro.
E enquanto o teu cú no sofá é tudo o que te preocupa,
A mim, só me ocorre não ser Filha da Puta!
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