28.4.17

DEVOÇÃO DE MÃO




Não eram as contas
Que essas, ela fazia de cabeça
Nem a dança da agulha
Às vezes devagarinho, 
Às vezes depressa.
Não era a linha quando fugia
Nem a malha quando caía
Era toda uma magia
Na colcha alva que nascia
Da ternura, 
De uma maternidade dupla pura
E o mimo, 
A devoção,
A peregrinação,
E os dias cristãos
Que tinham as suas mãos.

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