Sabes, Maria...
Não é por hoje ser o teu dia.
Mas pareceu-me, de repente, que o dia nasceu diferente.
Mais luminoso, com luz de antigamente.
Mais generoso, de um calor terno, sem chegar a ser quente.
Mais bondoso, com laçadas de flores a embrulhar-te um presente.
E maravilhoso. Glorioso. Sobrevivente!
A lembrar que os dias podem nascer assim sempre.
Para honrar quem a vida agradece, quem à vida não mente.
Pareceu-me, de repente...
Que o teu dia... também por ser teu, Maria...
Hoje nasceu diferente.
Hoje nasceu diferente.

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