Era uma vez
Uma certeza que foi apenas talvez
Uma dezena que não chegou a ser dez
E uma mãe que pariu sem gravidez
Uma certeza que foi apenas talvez
Uma dezena que não chegou a ser dez
E uma mãe que pariu sem gravidez
Era uma vez
Uma neblina cheia de nitidez
Um sobretudo a revelar a nudez
De um sem-vergonha corado de timidez
Uma neblina cheia de nitidez
Um sobretudo a revelar a nudez
De um sem-vergonha corado de timidez
Era uma vez
Um devagar com.pressa de ser rapidez
Uma solteira a chorar viuvez
E um dia negro do mais claro que se fez
Um devagar com.pressa de ser rapidez
Uma solteira a chorar viuvez
E um dia negro do mais claro que se fez
E um talvez...
O tal talvez...
Que, por sábia estupidez,
Por tão louca lucidez,
Não quis ter o que quis ter,
Não quis ver o que quis ver,
Só para poder, enfim, ser
A tal certeza outra vez,
Quando chegasse a sua vez.
O tal talvez...
Que, por sábia estupidez,
Por tão louca lucidez,
Não quis ter o que quis ter,
Não quis ver o que quis ver,
Só para poder, enfim, ser
A tal certeza outra vez,
Quando chegasse a sua vez.

Sem comentários:
Enviar um comentário