Fez oitenta, o meu “velho”
E apesar de parecer tanto,
não se quebra o tal encanto
Que ele tem em frente ao espelho.
E apesar de parecer tanto,
não se quebra o tal encanto
Que ele tem em frente ao espelho.
É uma espécie de magia
Com laivos de Geologia
Um terramoto perfeito
Com epicentro no peito.
Um vulcão feito da vontade
De se rir da própria idade
Como se a única verdade
Fosse aquela afinidade
Que ele tem com a eternidade.
Com laivos de Geologia
Um terramoto perfeito
Com epicentro no peito.
Um vulcão feito da vontade
De se rir da própria idade
Como se a única verdade
Fosse aquela afinidade
Que ele tem com a eternidade.
É uma branda teimosia
De ver nascer cada dia
Com a mesma harmonia
Que em criança ele conhecia.
De ver nascer cada dia
Com a mesma harmonia
Que em criança ele conhecia.
E apesar de ter saudade
Dos que já esgotaram a idade
E até da melancolia
De ver morrer tanto dia,
A verdade é que a magia
Que ele tem, que vem de dentro
Constrói-lhe uma fortaleza
Onde, às vezes, eu também entro:
Uma indestrutível certeza
De que a eterna grandeza
É este viver, viver, viver
Sem ter medo de morrer.
Dos que já esgotaram a idade
E até da melancolia
De ver morrer tanto dia,
A verdade é que a magia
Que ele tem, que vem de dentro
Constrói-lhe uma fortaleza
Onde, às vezes, eu também entro:
Uma indestrutível certeza
De que a eterna grandeza
É este viver, viver, viver
Sem ter medo de morrer.
O meu velho fez oitenta
E em vez disso ser tormenta
Dobra o Cabo Bojador
Todos os dias com Esperança
Todos os com Bonança
Todos os dias com Amor.
E em vez disso ser tormenta
Dobra o Cabo Bojador
Todos os dias com Esperança
Todos os com Bonança
Todos os dias com Amor.

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